
A bióloga Kamila Prado (CRBio: 100626) encontrou uma forma especial de levar a ciência para o público infantil: escrevendo um livro ao lado do filho Pedro, de 10 anos. A obra nasce da união entre conhecimento científico e uma linguagem simples, pensada para despertar a curiosidade das crianças.
A ideia do projeto surgiu a partir de um objetivo claro: tornar a ciência mais próxima das crianças.

Como surgiu a ideia de escrever o livro juntos, como mãe e filho?
“Sempre acreditei que a ciência que fazemos só tem real impacto quando conseguimos divulgá-la de forma acessível para todos os públicos, especialmente para as crianças. Se conseguimos conscientizar as crianças, temos uma chance maior de construir um futuro melhor.
A ideia de fazer o livro com o Pedro surgiu justamente disso. Como temos o hábito, eu e meu marido, de ler e explicar conteúdos para nossos filhos de forma simples, percebi que poderia contar com ele para validar se a linguagem estava realmente acessível e compreensível.”
O processo de criação também reforçou a parceria entre os dois.
Como foi o processo de escrita em dupla?
“Eu fiquei responsável pela escrita do conteúdo, mas o Pedro me ajudou muito na adaptação da linguagem. Ele ajudava a ver se o texto estava fácil de entender e também contribuiu convidando amigos dele para participarem dos diálogos narrados.”
Mesmo com a base científica do conteúdo, a proposta sempre foi manter a simplicidade.
Foi um desafio transformar conhecimento científico em algo acessível para crianças?
“Para mim, não foi tão desafiador, porque já tenho esse exercício no dia a dia. Tenho três filhos e, desde o mestrado, sempre busquei explicar minhas pesquisas para eles de forma mais simples e acessível. Isso acabou se tornando algo natural no processo.”
O livro também reflete um hábito já presente na rotina da família.
Vocês já tinham o hábito de estudar ou aprender juntos antes do livro?
“Sim, sempre tivemos esse hábito. O Pedro, inclusive, já sabe bastante sobre vários temas relacionados aos animais. Ele ama dinossauros e estuda muito sobre eles, embora hoje diga que quer ser biólogo de serpentes, então talvez os dinossauros fiquem como hobby (risos).”
E a iniciativa não deve parar por aqui.
Já existem ideias para uma continuação ou novos temas?
“Sim! Já pensamos em uma continuação voltada para as aves da Amazônia e também em explorar outros grupos de animais no futuro.”

A iniciativa destaca a importância da divulgação científica desde cedo e mostra como o incentivo dentro de casa pode despertar o interesse pela ciência e pela preservação da natureza nas novas gerações.
Para saber mais sobre o livro e acessar o conteúdo completo, faça o download AQUI.