Biologia em pauta

Bióloga participa de pesquisa sobre possíveis marcadores da gravidade e terapias para COVID-19

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Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) identificaram sete proteínas presentes no plasma sanguíneo de pacientes hospitalizados por COVID-19, que podem servir como indicadores de gravidade e até indicar alvos terapêuticos.

O estudo foi liderado pela doutora Marília Rabelo Buzalaf, pesquisadora do Departamento de Ciências Biológicas da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP), e contou com a participação da professora doutora Virgínia Bodelão Richini Pereira, Bióloga pesquisadora do polo em Bauru do Instituto Adolfo Lutz. Os dados preliminares do estudo foram publicados na plataforma medRxiv, ainda sem a revisão de pares.

Os pesquisadores avaliaram, de 4 de maio a 4 de julho de 2020, 163 pacientes internados no Hospital Estadual de Bauru com diagnóstico confirmado da COVID-19, divididos em grupos de casos suaves, severos e críticos (que vieram a óbito).

Ao analisar o proteoma dos pacientes, os pesquisadores observaram níveis altos de sete proteínas: seis proteínas estavam presentes nos casos suaves; e apenas uma das proteínas, a Gal-10, foi encontrada nos pacientes nos estados grave e crítico.

“A pesquisa abre caminho para a identificação de alvos terapêuticos. Um anticorpo contra a proteína Gal-10 poderia reduzir o potencial inflamatório. Mas ainda será preciso fazer estudos complementares para ver se, na prática, podemos ter um medicamento que funcione num tratamento”, afirma Virgínia Richini.

O estudo também abre caminho para o possível desenvolvimento de um exame de sangue que, por meio da constatação da presença da proteína Gal-10 no plasma de um paciente recém diagnosticado, identifique precocemente casos graves da COVID-19.
Virgínia Richini contribuiu na fase inicial da pesquisa com a realização de exames RT-PCR nos pacientes.

“Na pandemia, o Biólogo cumpre um papel importante. Estamos na linha de frente nas áreas de pesquisa e diagnóstico”, ressalta.

O estudo é parte da tese de doutorado de Daniele Castro di Flora e conta também com a colaboração de Carlos Ferreira dos Santos, diretor da FOB-USP, e Deborah Maciel Cavalcanti Rosa, diretora do Hospital Estadual de Bauru.

(Publicado em 09 de fevereiro de 2021)

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