Biologia em pauta

Nas cidades, verão é época mais propícia para o aparecimento de escorpiões

17 de janeiro de 2018 - No ano passado, a prefeitura de São Paulo recebeu mais de 680 reclamações de moradores sobre o aparecimento de escorpiões. Em Birigui (SP), o número de pessoas picadas pelo animal cresceu 47% na comparação entre 2017 e 2016. Em uma creche na cidade de Araraquara (SP), a diretora da instituição relata que no último mês foram encontrados mais de 40 escorpiões no local. E há poucos dias, moradores de um bairro em Catanduva (SP) também contaram ter capturado mais de 30 desses animais peçonhentos em uma área cheia de entulho.


De acordo com o Biólogo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS), o problema é comum nas regiões urbanas especialmente no verão. “Cerca de 40% das ocorrências registradas em todo o país são nesse período. Por isso, a atenção deve ser redobrada nessa época do ano”, reforça o Biólogo. Ele explica que os escorpiões se alimentam de baratas, que são insetos domésticos e que nessa época do ano se proliferam, já que as condições climáticas são favoráveis para sua reprodução. “Eles invadem as casas atrás das baratas, mas acabam também buscando onde se alojar”, completa.


Segundo o especialista, nas grandes cidades a espécie mais perigosa é o escorpião amarelo (Tityus serrulatus), que se reproduz por partenogênese (ou seja, a fêmea se reproduz sozinha). E que a melhor maneira de evitar a visita desses aracnídeos é justamente manter os lugares limpos, livres de entulhos. “No quintal de casa evite o acúmulo de telhas ou de tijolos, por exemplo. Eles podem se esconder entre as frestas. E se perto de casa tiver algum terreno baldio, peça para que a prefeitura providencie a limpeza do local”, orienta o Biólogo.


Se for picado, o Biólogo recomenda que procure um serviço de atendimento médico o mais rápido possível. “A pessoa deve ser levada para o local mais próximo que tiver”, avisa. Geralmente, primeiro é aplicado um medicamento para aliviar a dor provocada pela picada do escorpião. E depois, se for o caso, é aplicado o soro antiescorpiônico. “O medicamento neutraliza as toxinas do veneno circulante no corpo”, esclarece Puorto. A aplicação é geralmente indicada para crianças e idosos, considerados maior grupo de risco.

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

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