Biologia em pauta

Biólogo do CRBio-01 esclarece principais dúvidas sobre a Febre Amarela

07 de fevereiro de 2018 - Dados atualizados do Ministério da Saúde apontam que já são 353 casos de febre amarela confirmados no Brasil, entre 1º de julho de 2017 e 06 de fevereiro de 2018. E que nesse mesmo período, 98 pessoas morreram da doença. O Biólogo Horácio Teles, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT e MS), esclarece algumas das principais dúvidas em relação à doença.


Silvestre ou Urbana
É importante ressaltar que o último registro de caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu em 1942 e que todos os casos registrados recentemente são do tipo silvestre. Ou seja, todos os casos registrados entre 1º de julho de 2017 e 30 de janeiro de 2018 são de pessoas que entraram em matas e que contraíram a doença por terem sido picadas pelo mosquito hospedeiro do vírus (que pode ser do gênero Haemagogus ou Sabethes).


Macacos não transmitem a doença
Os macacos não têm culpa alguma, eles são vítimas da doença tanto quanto nós. Mas, por pura falta de informação, muitos estão sendo atacados e mortos por homens. Vale sempre reforçar que somente o mosquito é que transmite a doença. Os macacos, inclusive, ajudam as autoridades públicas a identificar áreas onde há riscos de contaminação, quando animais vítimas da doença são identificados. E, assim, a proteger os cidadãos.


Dose fracionada
A dose fracionada da vacina contra a febre amarela é uma medida preventiva recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A dose fracionada protege tanto quanto a dose padrão, mas pelo período de apenas 8 anos. Depois disso, basta a pessoa se vacinar novamente. Mas, pessoas que já foram vacinadas com a dose padrão uma única vez na vida não precisam se vacinar novamente. No entanto, a certeza da imunização depende da disponibilidade do registro na carteira de vacinação. Em caso de inexistência, é recomendável que se tome a dose fracionada.


Corredores verdes
Não há ainda nenhuma comprovação científica de que essa epidemia de febre amarela tenha alguma relação com a surgimento de corredores verdes. O mais provável é que a ampliação das áreas com registros de casos humanos e morte de macacos decorreu da movimentação das pessoas de uma área para outra durante os períodos sem sintomas.



Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01

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