Biologia em pauta

Pesquisas sobre lixo nos oceanos apontam sérios riscos à vida marinha

Durante a 46ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, que terminou no último dia 23, na Suíça, foi apresentado um estudo sobre o impacto do lixo à vida marinha. De acordo com o documento, até 2050 os oceanos abrigarão mais detritos plásticos do que peixes. Outra pesquisa, publicada no ano passado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences, indica também que até lá 99% das aves marinhas terão pedaços de plástico no organismo. Hoje, de acordo com os pesquisadores, 90% já são vítimas dessa poluição ao meio ambiente.

“Por ano, 8 milhões de toneladas de plástico são despejados no mar em todo o mundo, segundo alguns pesquisadores. Se levarmos em conta que o tempo de decomposição do plástico é de aproximadamente 400 anos, com essa poluição se repetindo a cada ano, o homem está causando um estrago praticamente irreversível ao meio ambiente. Se não pararmos já com isso, vamos liquidar de vez com a vida marinha”, diz o Biólogo João Alberto dos Santos, membro do CRBio-01 – Conselho Regional de Biologia – 1ª Região (SP, MT, MS).

Outro bicho que é vítima frequente do plástico no fundo do mar é a tartaruga marinha. “Muitas morrem pela ingestão do plástico, porque comem achando que é água-viva, seu alimento natural. Entre algumas espécies, como a tartaruga verde, por exemplo, a probabilidade de ingestão de plástico nos últimos 25 anos quase dobrou”, explica o Biólogo. Segundo o Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento, da França, cerca de 1,5 milhão de aves, peixes, baleias e tartarugas morrem todos os anos por causa do plástico.

Mas, além do plástico, outros tipos de lixo também oferecem danos irreparáveis à vida nos oceanos. Confira na tabela abaixo os principais vilões do mar e o tempo de decomposição de cada um deles:

- Papel: de 3 a 6 meses
- Tecido: de 6 meses a 1 ano
- Filtro de cigarro: mais de 5 anos
- Madeira pintada: mais de 13 anos
- Nylon (linha de pesca, por exemplo): mais de 20 anos
- Alumínio (lata de refrigerante, por exemplo): mais de 200 anos
- Plástico (garrafas pet, por exemplo): mais de 400 anos
- Vidro (vasilhames, por exemplo): mais de 1000 anos
- Borracha (pneus, por exemplo): tempo indeterminado

Fonte: Ex-Libris Comunicação Integrada, Assessoria de Imprensa do CRBio-01



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